terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Luiz da Rocha Cerqueira


Luiz da Rocha Cerqueira, filho de José Narciso de Cerqueira e Francisca da Rocha Cerqueira, nasceu no município de União dos Palmares, em 31 de janeiro de 1911.

Estudou as séries iniciais no Grupo Escolar Torquato Cabral, em Capela, e o curso secundário no Colégio Lyceu Alagoano, em Maceió, ao mesmo tempo em que trabalhava como bancário.

No ano de 1934, transferiu-se para o Recife, Pernambuco, objetivando realizar o curso de Medicina. Nesse mesmo ano, teve um encontro com Ulysses Pernambucano que determinou os rumos da sua vida.

Concluído o curso de Medicina, em 1939, na Faculdade de Medicina do Recife, Luiz Cerqueira encontrou dificuldade para conseguir trabalho em Pernambuco, em razão de suas ligações com Ulisses Pernambucano. Nessa época, atuou como interno voluntário no Hospital de Alienados da Tamarineira, em Recife, e, após concurso público, foi nomeado Auxiliar Técnico do Serviço de Higiene Mental, atuando no citado hospital.

Por influência de Ulisses Pernambucano, decidiu partir para Aracaju, capital do Sergipe.

Neste município, foi o primeiro alienista-assistente do recém-fundado Hospital Colônia Eronildes Carvalho, em Sergipe, que tinha como alienista-chefe o Dr. Garcia Moreno. Atuou ainda no Consultório Neuro-Psiquiatrico e Escritório de Higiene Mental que funcionava no Palácio Serigy para fornecimento de laudos periciais.

Teve importante participação na segunda sessão do histórico II Congresso de Neurologia, Psiquiatria e Higiene Mental do Nordeste, ocorrido em Aracaju em 1940.

Em 1943, muda-se para a Bahia, onde cria o Sanatório Bahia, o primeiro hospital psiquiátrico daquele estado, juntamente com o sócio Antão Correia de Andrade.

Em 1945, concorre ao concurso de Livre Docência da Clínica Psiquiátrica da Faculdade de Medicina da Universidade da Bahia.

Em 1948, muda-se para o Rio de Janeiro, onde permaneceu até a morte, com intervalos em outras cidades, principalmente São Paulo e, mais demoradamente, Ribeirão Preto.

No Rio de Janeiro, entre outras atividades, exerce a chefia da Clínica Psiquiátrica do INPS. Ainda no Rio de Janeiro, funda o Instituto Ulisses Pernambucano, destinado à orientação psicopedagógica de excepcionais e uma casa para "meninos-problema" em Araras, mantendo contato freqüente com instituições não médicas, a exemplo da Escolinha de Arte.

Em São Paulo, em 1973, atuou como Coordenador de Saúde Mental do Estado, onde promoveu reformas na assistência psiquiátrica, inclusive criando a Emergência Psiquiátrica.

Em 1974, demite-se da chefia da Clínica Psiquiátrica para tornar-se professor adjunto na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, em São Paulo, onde permanece até 1981, retornando depois ao Rio, onde permanecera sua família. Faleceu no Rio de Janeiro, em junho de 1984, aos 74 anos.

Curiosidade: No Brasil existem vários centros de recuperação com seu nome, como por exemplo, o 1º CAPS de São Paulo e um dos laboratórios de psicologia e psiquiatria da PUC-SP.

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