segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

ELEIÇÕES 2012: Iran Menezes vence enquete do blog, Beto Baía fica em segundo e Mano em terceiro


Este ano promete! É ano de eleição municipal! Ano em que vamos eleger o prefeito e os quinze vereadores dos próximos quatro anos de nosso município!

Na disputa para prefeito, até agora, surgem, como pré-candidatos, o ex-governador e ex-prefeito Manoel Gomes de Barros, o Mano, que embora diga que ainda não é candidato, é o nome mais forte do PSDB palmarino; o médico Beto Baía, do PSD, candidato apoiado pelo industrial e deputado federal João Lyra; de uma forma mais silenciosa, Dr. Paulo, ex-PT, agora PDT, que, mais uma vez, promete candidatar-se a prefeito de União, desta vez com apoio de Ronaldo Lessa; Eduardo Pedrosa, o famoso É Povão, do PMN, que sonha em ser prefeito assim como o seu irmão (Zé Pedrosa) foi; o PSOL, que pretende lançar um candidato, mas não decidiu quem; além, é claro, do engenheiro e ex-prefeito Iran Menezes, do PMDB, partido do senador Renan Calheiros e do deputado estadual Olavo Calheiros.

O prefeito Areski de Freitas já informou diversas vezes que o seu candidato é o Mano e que só aguarda que ele confirme sua candidatura. Em contrapartida, o escolhido pelo prefeito ainda não confirmou, mas diz que o povo é quem pede a sua candidatura. Em relação a isto, é notório que muitos palmarinos idolatram o ex-governador, porém sabemos também que a sua rejeição é grande em nosso município, principalmente junto aos jovens. Será que Mano tem alguma carta na manga para passar por cima disto?

Momentaneamente, Beto Baía, derrotado nas últimas eleições municipais, é o nome mais forte da "oposição". Inclusive, por onde anda, o Deputado Federal João Lyra diz que vai investir pesado para que ele seja o prefeito palmarino dos próximos quatro anos.... será?

O PT, partido da presidente Dilma e com grande representatividade no município, até agora não disse nada.

Eduardo Pedrosa, tenta, mas parece que no grupo da situação não tem chance... será que vai pra oposição?

Iran Menezes, que na última eleição apoiou o prefeito Areski de Freitas, ressurge das cinzas e mostra que ainda tem força. Prova maior disto, é o resultado da enquete do blog em que questionei em quem os leitores votariam para prefeito se as eleições fossem hoje.

De um total de 663 votos, o pemedebista conquistou 39% (259 votos), ficando a frente de Beto Baía (24%), Manoel Gomes de Barros (22%), Eduardo Pedrosa (8%) e Dr. Paulo (5%).

A disputa promete ser grande... mas será que teremos três nomes para prefeito ou somente dois? Bom, isso eu não sei responder. O que se sabe mesmo é que nada está decidido e até as convenções para escolha dos candidatos, que serão realizadas em junho, muitas águas vão passar por debaixo da ponte.

IRAN MENEZES

Foto: Diário de Mundaú

José Iran Menezes da Silva é natural de União dos Palmares e foi prefeito desta cidade entre os anos de 1989 e 1992. Tentou voltar ao poder nas eleições de 2004, sem obter êxito. Fora do cenário político, Iran é funcionário do DER - Departamento de Estradas de Rodagens de Alagoas.

Câmara volta do recesso e realiza sessão nesta terça-feira

Foto: Franco Maciel

Depois de esticar o recesso legislativo em mais uma semana, os vereadores palmarinos retomam nesta terça-feira, 28, a partir das 09 horas, a rotina de Sessões Ordinárias, no Plenário José Correia Vianna. Participe!

domingo, 26 de fevereiro de 2012

UM POUCO DE HISTÓRIA: União, a cidade do crime

Imagem: Internet

O surto das principais atividades do município, como, por exemplo, o algodão, conjugado ao prestígio político e religioso, fez com que, em 1889, o então Governador de Alagoas, Manuel Vítor Fernandes de Barros, elevasse a Vila Nova da Imperatriz à categoria de cidade. A elevação deu-se através da Lei nº 1.113, de 20 de agosto desse mesmo ano. 

Pouco mais de um ano depois, em 25 de setembro de 1890, através do Decreto nº 46, seu nome passa a ser "União". Tudo indica que esse nome se deve ao fato da cidade unir, através da ferrovia, os Estados de Alagoas e Pernambuco. Lembrando que, inicialmente o ramal ferroviário interligava União a Maceió, só mais tarde, em 1894, é que o ramal realizaria a ligação entre Alagoas e Pernambuco.

Apesar do nome "União" “sugerir paz e tranqüilidade”, segundo o escritor palmarino Povina Cavalcanti, o que se via na pequena cidade não correspondia ao nome dado. União voltou novamente no tempo e era tida como a mais desunida das comunidades do interior alagoano. Houve uma época que a sua fama de "cidade do crime" corria toda a Região Nordeste.

Povina diz que em União imperava o cangaço e a impunidade dos criminosos passou a constituir-se num problema social da maior gravidade. Os coronéis eram os mandões. Acoitavam homicidas e os defendiam nos júris, sob o simulacro de conselhos de sentença adrede preparados. Foi por esse tempo que se popularizou em União (estávamos na primeira década do século) esta saborosa quadrinha do seu folclore:

Macacos era meu nome,
Santa Maria adotei;
Imperatriz nunca fui,
E União nunca serei.

Na União daquele tempo brigava-se por nada. Era comum carregarem em rede os defuntos, trazidos das cercanias da cidade para o cemitério local. As redes apresentavam grandes manchas de sangue das vítimas. 

O uso de arma no bolso, do revólver ou punhal na cava do colete, quando não na cintura, era a coisa mais natural do mundo. Em plena rua mostravam suas armas e faziam trocas. Não havia proibição legal para o seu uso. Era como se as armas fossem um complemento do vestuário e tão logo o menino se enfeitava de rapazote, achava que “para ser homem” precisava andar armado. Ainda jovem, eles conseguiam dos pais a permissão para caçar passarinhos de espingarda. 

União era uma terra de gente que não levava desaforo para casa. Na cidade, 90% dos homens andavam armados. Por conta disto, segundo Povina Cavalcanti, União era marcada pelo signo da morte e sua fama corria o mundo.

SERÁ QUE VOLTAMOS NO TEMPO?

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

CONCURSO PÚBLICO: Empresa recorre contra resultado das propostas técnicas


A edição do Diário Oficial de Alagoas de 07 de fevereiro de 2012 traz o resultado do julgamento das propostas técnicas referente a Tomada de Preços nº 04/2011, objetivando a contratação de empresa para realização do concurso público da Prefeitura Municipal de União dos Palmares.

A Comissão de Licitação, presidida por Edjane Alves da Silva, inabilitou a empresa SEPROD - SERVIÇOS DE PROCESSAMENTO DE DADOS, restando classificadas as empresas MASTER CONSULTORIA, com 100 pontos, AOCP CONCURSOS PÚBLICOS, também com 100 pontos, e EXAME, com 90 (noventa) pontos.

A SEPROD, segundo informou a presidente Edjane Alves, recorreu da decisão. A presidente da CPL aguarda parecer jurídico sobre o recurso para marcar a sessão de abertura das propostas de preços das licitantes.

LUTO! Morre Dona Nise, mãe do vereador Fabian Holanda


Faleceu, na madrugada desta sexta-feira (24), no Hospital Memorial Arthur Ramos, em Maceió, a educadora Marianise Bento da Silva Holanda, 71 anos, esposa do ex-vereador Rubens Holanda e mãe do vereador Fabian Holanda. Dona Nise lutava contra um câncer.

RECORDAR É VIVER!!!


Arquivos: Manoel Gomes de Barros, Rubens Holanda e Maria Mariá.

A fantasia do Carnaval

Arquivo: Olívia de Cássia

Desde criança aprendi a gostar de festas, todas elas. Desde a Festa de Santa Maria Madalena, principal festa da minha região, até o Carnaval. Mas Carnaval daqueles que a gente via quando eu era pequena, para a gente fazer o passo na Palmarina, ver os bobos na rua, o corso, charangas, carros alegóricos e muita alegria nas fantasias, nas músicas como os frevos, sambas, marchinhas e cirandas, entre outras tantas.

O Carnaval é uma das que festas que eu mais gosto, é uma explosão de alegria e como a própria tradição já diz, é festa para a gente se despojar de tudo, esquecer os problemas, as tristezas e viver por quatro dias as nossas fantasias de mundo ideal. Um mundo sem preconceitos, de muita festa e alegria.

Quando eu era criança, foi a minha tia Osória Paes, irmã mais nova da minha mãe, quem me iniciou na folia de Momo, em União dos Palmares. Ela arregimentava e convidava grupos de meninas, costurava as fantasias da gente, nos arrumava e nos deixava a caráter para pular muito frevo nas matinês do clube.

Além disso, ela sempre nos acompanhava nas festas; era muito alegre e divertida quando tinha saúde; eu tive a quem puxar nesse meu lado festeiro e festivo. Tenho tantas boas lembranças da minha tia, que gostava muito de fotos e sempre que fazia roupas novas para minha prima, mandava seu Lindolfo Cabral fotografar.

Outro dia meu irmão escreveu um texto sobre os antigos carnavais de União dos Palmares e lembrou que na década de 60 na cidade tinha escola de samba e muita animação.

Além da Associação Atlética Palmarina, o clube do Bangu era também onde se tocava muito frevo. No começo funcionava onde hoje é a Praça Benon Maia Gomes, quase toda destruída pela enchente de 18 de junho do ano passado.

Seu Edvar (pai do vereador Edvan, o Bobo) e Toinho Matias eram o símbolo dos carnavais de União. Representavam a alegria e ainda hoje Toinho não perde um batuque, mesmo com a idade que tem. Eu acho isso lindo, que disposição maravilhosa meu querido amigo tem!

Eles saiam de bobos e de porta em porta; quando eu era criança, outras moças da sociedade palmarina também saiam mascaradas dessa mesma forma. Eu tinha medo, meu pai proibia, até que um dia, ele descobriu que a minha tia levava a gente pro clube e ficou furioso.

Foi pedir permissão ao padre da cidade, porque era muito católico e achava que era tudo pecado. Isso quase no final da década de 60. O padre disse a meu pai que o pecado estava na cabeça das pessoas e a partir daí continuei a brincar com a permissão de seu João, mesmo que ele sempre visse a festa com certa restrição.

Dizem que o Carnaval teve origem em Portugal, hoje em dia já sofreu muitas variações e mudanças, mas eu o vejo como uma manifestação genuinamente nossa, com várias vertentes do folclore brasileiro, desde o boi bumbá, maracatu, o frevo e o samba, entre outras músicas.

Acho bonito e fico encantada quando vejo aquelas matérias sobre o Carnaval de Pernambuco e nos estados onde a tradição é muito preservada e valorizada, principalmente pelos jovens. Tenho saudade daquele Carnaval de antigamente das fantasias e da alegria, sem violência, que fazia com que a gente brincasse os quatro dias de folia, ficando tristes quando chegava a Quarta-feira de Cinzas.

Era nessa época que a gente aproveitada para dançar com nossos paqueras ou arrumar novos pretendentes a tal ou ficar vendo as amigas que arrumavam novos namorados durante os festejos de Momo. Dançávamos com a mão na cintura deles e eles com a mão no nosso ombro.

Não tinha a malícia de hoje em dia, apesar de alguns personagens da turma jovem aproveitarem para sair um pouco da linha. Mas era Carnaval e depois servia de resenha para o resto do ano na cidade.

Da mesma forma que meus pais não freqüentavam festas, muito menos bailes de Carnaval, quando eu tinha 13 anos comecei a brincar à noite com meu irmão mais velho, que também gosta de festas como eu, com os pais das minhas amigas e mais tarde com primas e depois com amigas.

Mas o Carnaval sofreu muitas mudanças e o de Alagoas teve várias fases. Ultimamente tem havido manifestações e esforços de resgate das tradições carnavalescas com o surgimento do bloco Pinto da Madrugada, Seresta da Pitanguinha, o ressurgimento de bailes à fantasia em clubes e isso é muito positivo.

Tomara que as autoridades tomem consciência disso, para que os jovens de hoje sejam informados e aprendam o verdadeiro sentido do Carnaval. Que venha a festa de Momo com a Vassourinha, muito frevo rasgado. Que todos tenham um bom Carnaval e que brinquem em paz e sem violência. E viva o Zé Pereira!
 

Olívia de Cássia Correia de Cerqueira

Fonte: Blog da Jornalista Olívia de Cássia

CONCURSO PÚBLICO: Uma lentidão nunca vista antes... TRÁGICO!!!


Mais devagar que um bicho-preguiça...


Mais lento que um caramujo...


A tartaruga ganha na corrida...


E ainda perde pra o Rubinho Barrichello...


Pois é, estou falando do concurso público da Prefeitura Municipal de União dos Palmares. Aprovado em agosto do ano passado, o concurso ainda não saiu do processo de licitação. Será que vai ter concurso mesmo? Mais devagar impossível!!!

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

LIBERTAS SUPER OMNIA*

Foto: João Paulo Farias

Apesar de está ausente da minha cidade, tenho notícias quase que diariamente de tudo que está acontecendo nela ou com ela, através dos informativos na internet.

Neste carnaval não foi diferente. Vi muita reclamação dos internautas sobre a Folia de Momo em União dos Palmares. Mais uma vez faltou organização, segurança, coragem e comprometimento dos administradores locais com a população.

Olhando algumas fotos postadas na internet, pude observar a ausência de público na Praça Basiliano Sarmento e em quase toda cidade, ficando o carnaval restrito a brincadeiras com grupos isolados, contrariando a velha “máxima” que carnaval é a festa do povo.

Agora a verdade tem que ser dita. O povo está com medo de sair às ruas devido ao grande aumento da violência na nossa cidade e no nosso estado. E o pior é que a população fica temerosa em participar das festividades com receio de que algo de ruim lhe aconteça.

Enquanto as autoridades não tomarem as providências necessárias para coibir os atos de violência que se perpetuam no nosso estado, o povo estará fadado a permanecer “enjaulados” nas suas casas e deixará de expressar a sua alegria, seja nos quatro ou mais dias de carnaval ou em outras festas populares.

Nota-se ainda que, quem mais sofre com tudo isso é a população mais carente, porque eles não têm condições de deixar a cidade e se refugiarem em suas chácaras, fazendas ou mansões, cercadas e com seguranças; ou até viajar para lugares paradisíacos em outras cidades e até em outros estados.

Inclusive nas redes sociais vi muitas fotos de políticos, empresários, diretores de autarquias e seus parentes e amigos mais próximos, se divertidos nos carnavais de outras cidades, sem estarem preocupados com os acontecimentos violentos na nossa cidade, que já foi pacata, mas agora, com o descaso daqueles que poderiam ajudar a manter a ordem, está se tornando um dos piores lugares em relação à qualidade de vida.

Ainda observando as postagens, estranhamente, já que é ano político, não consegui enxergar nenhum político local abraçado com seus futuros eleitores, desfilando nos blocos e/ou nas praças. Sumiram todos! Logo eles, os representantes do povo, que até agora não se uniram para tentar criar mecanismos de combate à violência, especificamente, acharam melhor se ausentarem da folia e deixaram o povo com a cabeça no cano dos revólveres dos bandidos ou no risco eminente de uma bala perdida.

“Triste ironia atroz”... Na Terra da Liberdade, o povo ter que viver no cativeiro.

Jailton Alves

* Frase na bandeira de União dos Palmares, que significa: LIBERDADE ACIMA DE TUDO.

Agricultores usam melaço da cana para brincar o carnaval em São José da Laje


Os canaviais predominam na paisagem da Zona da Mata de Alagoas. Quase 90% da economia gira em torno da cana-de-açúcar. A Usina Serra Grande emprega quatro mil pessoas para moer um milhão de toneladas de cana a cada safra. O principal produto é o açúcar. Mas com o mel residual, a usina também produz etanol.

Além de ser utilizado na produção de etanol, o mel é bastante comprado por pecuaristas para alimentar o gado. Especialmente na região, é o produto mais usado no carnaval de rua há mais de 30 anos.

Pela tradição do mela-mela no município de São José da Laje, a 96 quilômetros de Maceió, os foliões se lambuzam de melaço, numa brincadeira de carnaval que dura três dias. O melaço é vendido na rua pelos ambulantes.

O mela-mela ganhou tantos adeptos ao longo dos anos que muitas pessoas saem de outros estados para participar da festa. Quem não gosta da lambança, fica assistindo da arquibancada. Mas quem vai para o meio da praça não pode reclamar da sujeira. Chuveiros e carro-pipa ficam à disposição dos foliões para dar aquele banho.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

A FUNÇÃO DO “SE”


Durante o tempo que atuo nas áreas psíquicas, lembro-me de um caso clínico de um(a) paciente que me deixou marcas até hoje. Lembro-me deste caso, devido à desproporcionalidade da reação do(a) paciente; não diante do caso acontecido, mas sim, diante da pequena palavra que constantemente era pronunciada por ele(a). Como se aquela pequenina palavra fosse responsável por todo o sofrimento e agonia que a pessoa estava sentindo naquele momento.

Eu estava sentado diante dele(a) e, no momento em que falava da sua angustia, repetindo, repetindo, uma pequena palavra; interiormente eu ia me perguntando: como pode uma pequenina palavra monossílaba, composta apenas de duas letras, causar tanta agonia e sofrimento numa pessoa? Pois é; estamos falando da conjunção subordinativa condicional (porque inicia uma oração adverbial condicional), conhecida como “SE”.

INTENDENDO A VERDADEIRA FUNÇÃO DO “SE"

O SE, sintaticamente parece não ter função nenhuma. Ele pode ser retirado de uma frase sem causar prejuízo ao sentido da mesma (neste caso chama-se: partícula expletiva ou de realce). Na realidade, o valor da função do SE, só está no nosso pensamento. O que pensamos sobre o SE, é o que irá gerar o que iremos sentir. E, geralmente, esse pensamento só nos leva diretamente a culpa. Por isso, vai gerar na gente um tipo de sentimento muito famoso, conhecido pelo nome de: sentimento de culpa.

Muitas coisas ruins acontecem em nossas vidas e para as quais direcionamos sempre um "SE". Se eu tivesse dito isto, ou não dito aquilo; se tivesse feito isso, ou não, feito aquilo; se eu tivesse ido em frente, ou não voltado atrás; se eu estivesse lá naquele momento, ou se eu não estivesse lá; se eu tivesse procurado o médico na hora certa, etc. Portanto, percebe-se que o "SE" nada mais é, do que a dúvida infinita e a tortura psicológica propriamente dita.

Quem garante que o "se" seria salvador? Ninguém, ninguém mesmo! A situação poderia ter tomado outro rumo, é bem verdade. Poderia ser um caminho ainda bem pior. Quem garante que não? O “se” indica uma condição futurística, e o futuro ainda não é, não chegou. Quem de nós consegue enxergar mais que o presente? Quem garante que daqui a poucos minutos estaremos vivos? Quem garante que acordaremos amanhã?

O "se" parece muito vazio, pois não contribui em nada para aliviar a dor, ao contrario, aumenta bem mais a dor. Funciona como um pseudo mecanismo de defesa que ao invés de nos aliviar, vai nos causar mais dor, gerando sentimentos de culpa que irão ficar nos consumindo. O que parece valer mesmo é o "aqui e agora"; o momento; a experiência; a dor e as possibilidades de crescimento a partir da crise que se instala.

Portanto, quando estiver se interrogando em relação ao "SE"; lembre-se: A FUNÇÃO DO “SE”, É CAUSAR UM PENSAMENTO DE DÚVIDA INFINITA, QUE NOS CONSOME EMOCIONALMENTE E NOS TIRA A ALEGRIA DE VIVER. É GERAR SENTIMENTOS DE CULPA TEMPORÁRIOS OU PERMANENTES, QUE FATALMENTE, IRÃO DILACERAR A ALMA DA GENTE.

Dr. Jacinto Martins de Almeida
Psicólogo/Psicanalista/Hipnólogo/Acupunturista
ESPECIALISTA NO TRATAMENTO DE MEDOS E DORES